segunda-feira, 15 de outubro de 2007

SURFANDO COM MOTOPLANADOR IDEIAS

Thomas,

Claro que o motoplanador aumenta muito o potencial exploratorio do voo a vela, resolve parte do problema de logistica: distancia, acesso,
apoio, estado de preparo ou prontidão, etc.

Algumas dicas: 1) Frente de brisa - a experiencia de aproveitamento
está no CVVCTA (SJC, Ipuã). O regime de brisa marinha/terral mostrou
ser muito regular na minha experiencia na Barra daTijuca (emissarios)e atualmente na área de Angra-Ilha Grande(operações das plataformas P51 e P52, instalamos estação Davis no estaleiro Brasfels, ali a brisa diurna entra de SW e a noturna de NNE, associadas a topografia local).
As estações automaticas doINMET de Parati e Marambaia são importante
complemento dos METAR para se acompanhar este regime nessa area.
(www.inmet.gov.br Observações - Estações automaticas).
2) Voo de frente - é dificil devido irregularidade do relevo no
Brasil. Os fenomenos prefrontais podem ser até mais aproveitaveis. Por ex. linha de instabilidade de NW, acompanhei uma em Nov. (como escrevi na Aeromagazine, mas cortaram detalhes tecnicos), desde Piracibaba a Jacarepaguá, pelos dados de METAR e obs. auto. do INMET.
3) Ondas de montanha - este sim um grande potencial, o Dalmagro
descreveu uma no leste de Sta. Catarina, outros relataram as de
Quixadá, em Fev. 75 documentei uma a E da Serra do Espinhaço perto de Rio Pardo de Minas onde fiz estudo climatico para uma reflorestadora,o Sergio Andrade relatou as da area de Jacarepaguá no Rio, etc.
4) Outros fenomenos como ondas de gravidade, Morning Glory - esta sim pagaria o esforço, seria "hit pay dirt" (veja aquela nuvem rolo
filmada na Bacia de Campos).

Na Africa foi feito estudo de aves de rapina com motoplanador ASK21,
relatado na Scientific American (alguem emprestou meu exemplar e não
devolveu, decada de 1970?). Elas foram classificadas pelo L/D
(planeio) e velocidade de penetração, parâmetros que regulam o tipo de caça - bom desempenho em termica, e quando localizada a presa, rápido mergulho para alcançar a presa... Cada tipo de ave tinha diferenças de detalhe na estrutura das asas e das penas, conforme a tecnica de caça caracteristica da especie.

Bons voos

Villela

Resgate de um acidente de Planador

VÔOS EM BEBEDOURO 2007 DG500

Caros amigos,

Conforme previsto o tempo em Bebedouro estev sensacional durante a semana que acaba hoje... Quem não foi perdeu...

Como eu tive que viajar durante a semana do nacional, a negócios, decidi me dar esta semana de férias volovelisticas... Meus filhos tinham a semana livre também...
Então fomos todos para Bebedouro já na sexta feira depois do almoço dia 5/10... com bicicletas, barracas, bolas de tenis, futebol, perna de pau, vários jogos e livros, além da carreta do DG com todos os apetrechos... Eu achava que finalmente tinha resolvidos todos os problemas depois de fazer TBO no motor, trocar a hélice, fazer uma DA etc...
No Sabado montamos o planador e meu irmão Michael chegou para voar... Fizemos uma tentativa de triangulo de 300 km passando por matão, sul de São José do Rio Preto e retorno a Bebedouro... no início tudo bem... Depois que viramos Matào entrou uma cobertura de cirrus e eu sugeri que voltassemos a Bebedouro... mas o Michael quis continuar... Moral da história... Gastamos gasolina para voltar, depois que ficamos a 600 mts sem nenhum movimento convectivo... VOltando a Bebedouro vimos que lá ainda tinha térmicas e voamos mais um pouco...
No dia seginte fizemos um vôo a Furnas e retorno... Com vento contrario na ida o Michael sofreu um pouco e levamos quase 3 horas para fazer os 225 km até Furnas Na volta ele quis que eu pilotasse e como as condições estavam melhores e o vento de cauda, voltamos mais rapido... aproximadamente 1,5 horas base a 2800 mts e estradas de nuvens com térmicas que chegaram a 5 mts ...
Logo após o pouso o Michael voltou a São Paulo
Na segunda feira, levei o Stephan para voar... Como ele já voou comigo, inclusive em San Martin de los Andes, arrisquei tentar um triangulo FAI de 750 km com ele... o triangulo é Bebedouro Uberlandia Furnas Bebedouro.
Eu iria tentar fazer este triangulo mais algumas vezes durante esta semana...
Decolamos logo cedo 10:50 subi a 1200 mts para ter mais planeio no inicio mas... o motor nào recolheu... tive que pousar...
O Bueno que me deu a maior força todos os dias deu uma olhada e constatou que a pane era na fiação de uma caixa de conversão de voltagem que alimenta o mecanismo de extensão e recolhimento deo motor... apertou os terminais e tudo fincionou normalmente...
Segunda decolagem às 11:45.largamos às 12:10. No inicio tudo bem para o Stephan mas dificil para mim que tinha que achar termicas no azul... Mas logo depois de Barretos, melhorou e logo passamos o Rio Grande, que encantou o Stephan (para quem não sabe ele é meu filho de 8 anos...) com suas barragens e represas e suas águas verdes...
Depois conseguimos andar bem, mas eu senti o stephan meio quieto... Perguntei.... Voce quer voltar? ele disse sim depois que passarmos Uberaba acho que pdoeriamos voltar... Aí eu comecei a falar mais com ele e mostrar os pivôs centrais, para que servem como funcionam, contamos quantos podiamos ver. contamos os rios, mostrei as matas ciliares, explicando porque deve se manter vegetação perto dos rios, e fomos seguindo assim conversando e mandando brasa... Também disse ao Stephan que achava que com este vôo ele com certeza estava batendo um recorde de distancia infantil brasileiro, provavelmente sulamericano, talvês panamericano e quem sabe (duvido) mundial para uma criança de 8 anos... Aí ele ficou muito animado...
Logo chegamos a Uberlandia... a vista é realmente linda, porque ao norte tem um rio muito bonito com várias represas que fomos seguindo no caminho de Furnas, por aproximadamente uns 150 km...
Como estava ficando tarde, decidi voltar a Bebedouro onde chegamos sem maiores problemas... A base foi de 3100 mts... e andamos bastante forte com média acima de 110 kmh... distancia total de 573 km...
O Stephan saiu do planador maravilhado perguntando quando ia voar de novo...
Na terça feira o Paul veio a Bebedouro com o Gonçalo para voar...Neste dia o DG se comportou muito bem... O Paul voou na frente e atrás tudo funcionou direitinho... tiramos e recolhemos o motor algumas vezes...
Depois o Paul teve que voltar a SP e eu ainda fiz um vôo de 20 minutos com meu filho Lars de 4 anos... ele não entendeu muita coisa e logo disse pai estou tonto, quero pousar... mas foi muito bacana porque foi o primeiro vôo de planador da vida dele...
Na quarta feira decidi tentar o triangulo de 750 km com o Bueno.
decolamos cedo subimos a 1000 mts, já tinha boas termicas, mas... o motor novamente não recolheu... Pousamos e constatamos que o problema era a mesma caixinha só que desta vez vimos que o soquete onde o fio é conectado havia se soltado da placa... tiramos a tal caixinha e vimos que havia dois soquetes soltos... o Bueno soldou os dois soquetes soltos e... tudo funcionou normalmente... decolamos novamente atrasados... e fomos até Uberlandia, neste dia sem nuvens e muito dificil perto de Uberlandia... ficamos duas vezes a 250 mts mas conseguimso subir após batalhar bastante... e nem chegamos ao primeiro ponto de virada...
Na volta antes do Rio Grande pegamos 4 mts fomos a 3100 mts e estavamos no conde de Bebedouro com mcready 1 e 100 mts de reserva, mas com miha habitual ambição achei que achariamos mais alguma coisa na frente... Não achamos e tivamos que abrir o motor a 300 mts em Colina 25 km antes de Bebedouro...
Quinta feira o ZG do Mauricio nos veio fazer companhia... além do P1 e do Junior de São José (SEM REBOCADOR, uma vez que o objetivo deles era apenas fazer bons vôos em Bebedouro e porque lá tem rebocador...)Voei com o Michel de São José que foi minha equipe em Luziania no ano passado. Fizemos um bate e volta para Furnas... aproximadamente 500 km...
Neste vôo ficamos baixos logo na saida 300 mts, mas o dia estava totalmente estourado... Termicas de 4 mts e base a 2700 mts... Vários dust Devils que indicavam onde estavam as térmicas...
Perto de Furnas porémm a coisa ficou mais dificil... decidi passar para o norte do rio, uma vez que o vento vinha de nordeste e estava matando as termicas ao sul... O Flavinho que não fez isto abriu o motor e retornou a Bebedouro...
Mas para nós o vôo foi lindo porque fomos parar em cima da serra da Canastra que é composta por vários paredões e cachoeiras de tirar o folego... uma paisagem realmente maravilhosa... isto fora o desafio de pegar termicas agora em cima das montanhas, ficando atento para sempre ter uma saida para os vales...
Fiquei preocupado de ir até o ponto de virada, porque ficava do outro lado das montanhas e resolvi voar na direção de Uberlandia em cima das montanhas porque tinha várias nuvens balisando o caminho... voamos assim por uns 100 km e depois retornamos a Bebedouro chegando com mcready 4 a 250 km por hora no planeio final... total de distancia... acima de 500 km...
Na quinta feira as previsões eram ainda melhores... o Bueno iria novamente comigo... desta vez tudo estava consertado então nada poderia dar errado...
Decolamos às 10:45 e às 11:00 saimos com destino Uberlandia a 800 mts... as primeiras termicas foram fracas e ficamos algumas vezes a 450 mts... saímos com vento contra de 15 kmh... o que dificultava nosso avanço e na primeira hora só tinhamos voado 45 km... mas aí as coisas começaram a melhorar... peguei termicas mais fortes e logo estavamos a 2000 mts... aí resolvi descontar e saí a 190 kmh e antes do Rio Grande a 800 mts peguei uma termica de 3,5 e subi até 1500 mts... quando saí o Bueno me perguntou... porque voce saiu? respondi que do outro lado havia nuvens bonitas e sem a influencia do rio deveriamos pegar mais do que 5 mts... o que realmente aconteceu... fomos a 3100 mts e andamos muito forte até uns 30 km de Uberlandia onde as condições novamente pioraram... chegamos no ponto de virada às 2:15 muito atrasados... tinhamos 290 km até Furnas e mais 225 até Bebedouro então decidi que tinhamos que chegar a furnas até as 16:00 para ter alguma chance... andamos muuuito forte nesta perna ajudados pelo vento de cauda vimos o lindo rio que novamente seguimos por 150 km e a serra da Canastra nos últimos 100 km antes de furnas... e conseguimos virar Furnas às 16:07... mas aí as coisas começaram a se complicar, porque o dia nesta região tinha acabado...
depois de Passos tivemos que ligar o motor, a 700 mts (500 agl) e 150 km de Bebedouro... o motor pegou normalmente e subimos até 1800 mts quando eu desliguei o motor, que recolheu normalmente também... fomos no melhor planeio até uns 700 mts e próximo a Sales Oliveira decici abrir o motor novamente... mas ... o motor não saiu... tentei a emergencia e... nada... só o barulinho da bomba elétrica... O Bueno até achou que eu estava brincando... mas não era brincadeira...
Estavamos no cone de Orlandia mas muito apertado e contra o sol não se via bem... Tinha uma pista em Sales Oliveira que não conheciamos... então tomei a dificil decisão... O DG iria para o arado...
Escolhi um lindo arado plano contra vento perto de uma estrada asfaltada e perto mas não muito perto da cidade (quando pousei com o Ishida num arado praticamente dentro de Ibitinga tivemos 500 pessoas curiosas, ambulancia, policia, padre, dono do arado, etc...) e... botei o bichão no arado... O pouso foi tranquilo... nenhuma lenha... o DG desacelera menos do que o nimbus e muuuito menos do que um Jantar... devido ao peso... tinhamos aproximadamente 825 kgs de peso...).
depois que tudo se acalmou e ninguém veio ver o que tinha acontecido, chamamos a Anne que logo conseguiu arregimentar uma equipe de salvamento para nós composta pelo Angelo de Bebedouro, o Michel e Daniel de São José, decidimos ir até a estrada... O Bueno queria parar um carro para saber qual era aquela estrada... eu queria tomar uma cervaja para comemorar nosso pouso... eu fui mais bem sucedido... depois de andar por uns 2 km chegamos a um Barzinho e tomamos duas cervejas deliciosas...
O resgate logo chegou e desmontamos o DG sem maiores problemas... a volta foi muito divertida... O Michel é um gozador e tanto... quase tão engraçado quanto o Herbert...
esqueci de dizer que após o pouso, liguei novamente o motor e o sacana saiu normalmente... constatamos que outro terminal estava solto e agora vamos soldar todos os terminais, colá-los e ainda colocar silicone para reduzir as vibrações...
Ainda bem que:

1 - Eu tinha a carreta prontinha em bebedouro
2 - Eu decidi abrir o motor com altura suficiente para fazer alguma coisa se ele não pegasse
3 - Que eu escolhi arados antes de ligar o motor (apesar de ter pousado em outro arado mais próximo)
4 - que quando na decima tentativa o motor não saiu eu falei para mim mesmo: você está num planador... Pouse fora...

No sabado o tempo piorou e eu fui visitar o Rio Pardo com as crianças e no final do dia fizemos um churrasco chopada para os amigos presentes...
Sexta feira não havia lugar no hotel... então acampamos com as crianças no aeroporto por dois dias...

Fomos muito bem recebidos pelo Bueno que nos ajudou em tudo que precisamos (e desta vez realmente precisei de ajuda) e pelo pessoal do Aeroclube...
Os vôos que fiz estão na OLC para quem quiser ver...

Abraços a todos!

Alberto

terça-feira, 22 de maio de 2007

SOLO DO MICHAEL E VÔO A MONTE VERDE

Um dia animado, toda a frota do APP vôo, e parece que muitos aviões resolveram voar também. Até para entrar na pista estava difícil. Decolei da frente do aeroclube de planadores mesmo, quantos metros de pista temos até o final da cabeceira 18 ? Bastante ...

Dia prometia resolvi dar um pulinho a Monte Verde, apesar da base estar no início do dia a 1300m, insuficiente para voar num terreno bem mais alto que de Jundiaí.

Primeira passada foi na Pedra Grande, em Atibaia, o pessoal ainda estava devagar nos vôos, cheguei meio baixo, mas sempre tem térmica perto da Pedra, e a pista de Atibaia ao lado como apoio.

Já para chegar em Monte Verde não foi tão fácil, tive que literalmente "lamber" a base das nuvens para passar a cordilheira adiante.

O bacana de voar na região, que o chão sobe tanto, que dá pra ver ele com todos os detalhes, o lado menos bom, é que tem que ficar muito ligado nas térmicas, e áreas de escape, pois tem pouca alternativa de pouso na serra da mantiqueira, aqui eu estava no planeio apertado da pista de Monte Verde lá longe em frente.

Eis a pista de Monte Verde, municipio de Camanducaia, próxima de Jundiaí, uns 130km, porém acessível apenas em dias com base mais alta ou bem consistente. Vários aviões pequenos aterrisando no sábado a tarde. Pista tem grande aclive, pouso da esquerda para direita, em subida, e decolagem do lado aposto, Monte Verde possui um aeroporto, considerado um dos mais altos do país (a 1.600 m de altitude), que é próprio para pouso de pequenos aviões. Do mirante do aeroporto pode-se enxergar toda a extensão da vila, cercada de muita vegetação, que cobre as montanhas, chamadas Pedra Partida, Pedra Redonda, Chapéu do Bispo e Pico do Selado, este um dos pontos mais altos da serra da Mantiqueira, com 2.083 m.

Tentei ir a Pouso Alegre, mas estava muito azul, para o Norte atravessei o vale da rodovia que vai para MG, e depois voltei a Jundiaí, para chegar cedo mesmo. Eis que passo em cima de um lindo condominio.

Quinta da Baroneza, condomínio sofisticado...que tem uma pista do lado, aslfatada, cheia de tambores no meio, não é bom tentar pousar.

De volta a Jundiaí, os 3 puchaczs voando, além dos 3 PWs e o Jantar. Acima o solo do meu primo Michael, PARABÉNS !!! Já sócio no DG500M promete muitos vôos interessantes em Jundiaí.

E a noite a tradicional Choppada !!! Na Pizzaria Monte Verde (?)

terça-feira, 10 de abril de 2007

PARAPENTE SUGADO PELO CB MAIS UM ...

Cara a cara com o perigo 6.4.2007

O aventureiro Juliano Gehlen ficou frente a frente com a chuva que assolou Passo Fundo no último sábado. Por mais de 30 minutos, o praticante de Parapente esteve preso dentro da tempestade enquanto fazia um vôo com o aparato
Daniel Bittencourt/ON

A chuva que caiu na cidade no último final de semana deixou várias famílias desabrigadas e causou alguns danos em ruas e vilas, mas ninguém a viu tão de perto como o engenheiro cívil e praticante de Parapente, Juliano Gehlen.

No sábado (31 de março) Juliano resolveu fazer um vôo rebocado com um parapente. Esse tipo de vôo é feito com uma caminhonete que tem um carretel preso na caçamba. Nesse carretel existe um cabo, que é preso no aparato. Quando o carro sai em movimento a pessoa que está no parapente pega velocidade, levanta vôo e daí se solta do cabo.

"Já faz um tempo que existe um pessoal que faz vôo rebocado e eu estava parado já faz alguns anos", diz Juliano. E naquele sábado ele e alguns amigos foram para o aeroclube de Passo Fundo voar de parapente. "Nós vimos que a tempestade estava chegando. Isso era no início da tarde. E nisso a gente resolveu fazer um teste para adquirir mais altura".

Nesse meio tempo o grupo já notava a tempestade, mas ainda dava tempo de fazer um vôo antes dela chegar. "E a gente fez as voltas, adquiri mais altura e quando eu estava a mais de 300 metros, eu percebi que estava subindo muito rápido e quando vi, a nuvem estava na minha cara".

O começo da tormentaNesta altura, Juliano resolveu se desconectar do cabo que o ligava ao carro e quando ele fez isso a tempestade estava lhe puxando a uma velocidade de 15 metros por segundo. "Eu estava subindo e meu variômetro marcando 15m/s e eu pensei: vou me tocar para o lado da cidade. Mas que nada", lembra.

A saída para tentar escapar da tormenta era fazer algumas manobras para perder altura. Como era a primeira vez em uma situação como essa, Juliano começou a fazer o aspiral (consiste em uma manobra em que a pessoa inverte sua posição de vertical para horizontal, ficando paralelo ao chão e girando rapidamente), mas foi em vão. Ele continuava subindo.

O pavor começou a bater, mas ele não se entregou. Partiu para outra tentativa. Fez a chamada "orelha", que é uma manobra onde a pessoa puxa as cordas externas do parapente para fecha-lo parcialmente. "O certo é você puxar as duas ao mesmo tempo, porque se você puxar somente um lado você pode entra em aspiral negativo, o que é perigoso. E eu cheguei a entrar em negativo, mas como a pressão era muito grande, eu não desci e desfiz a manobra".

Depois de mais um tentativa praticamente em vão, Juliano vê que não tem muitas chances de evitar a tempestade. Fez mais algumas manobras, mas nada que o ajudasse. Quando estava prestes a ser sugado pela nuvem, mais ou menos a uns 50 metros dela, ele soltou o paraquedas reserva. "O problema é que eu soltei ele e pensei: agora eu estou com sustentação dupla".

Dentro da tempestadeNesse momento, Juliano entra na nuvem e perde total controle. Sendo jogado de um lado para outro no interior da tempestade, a única solução seria a de recolher o parapente. E nessa tentativa, Juliano ficou uns 10 minutos enquanto continuava a ganhar altitude. "Eu cheguei a pensar em desconectar o parapente, o que seria um tremendo erro. Então continuei puxando. Eu consegui puxar a metade, mas nisso eu já estava exausto e ficando preocupado com a altitude que estava atingindo".

A altura, nesse ponto, estava em torno de 1,750 metros do nível do solo. Mesmo puxando o parapente e confiando na eficiência do paraquedas reserva, ele ainda continuava a subir. Quanto mais ganhava altitude, mais frio sentia em seu corpo. Para evitar uma hipotermia, Juliano resolveu se enrolar no próprio parapente que ele havia puxado pra si na tentativa de descer. "Eu sabia que quanto mais eu subisse, mais frio eu sentiria. E quando eu puxei todo o parapente, eu fiquei em uma posição totalmente horizontal, pendurado pelo lado direito, na altura da cintura, pois o reserva só possuía um tirante. E todo o esforço que eu fiz foi dobrado, porque eu tinha que me apoiar no tirante do paraquedas para tentar ficar na vertical e daí puxa-lo".

Mesmo fazendo todo esse movimento, Juliano continuava a ganhar altura. 2.100, 2.300, 2.500, 2.890 metros. Essa foi a última leitura, quando viu que precisava mesmo se enrolar no parapente para não morrer.

Entre o medo e a calmaO pensamento de morte chegou a passar por sua cabeça, mas ao mesmo tempo a visão de controle era presente. O momento crucial foi quando Juliano chegou a um ponto de dúvida. "Quando eu disse Meu Deus do Céu, eu pensei: e se ele existir? E comecei em um diálogo comigo mesmo. Se ele existir eu não vou pedir nada, por que eu vou estar sendo hipócrita, pelo fato de que sou ateu".

Depois que ele conseguiu recolher o parapente e ainda assim subindo, ele começou a ver que não tinha muitas alternativas. "Se eu tivesse uma faca ali comigo eu cortaria, porque eu não queria morrer congelado".

E nesse momento Juliano se acalmou. O clima ficou mais silencioso, por que estava em níveis mais altos e as prioridades básicas tomaram conta de seus atos. Primeiro ele precisava se aquecer. Por segundo, ele precisava pensar em algo para tentar descer. Era preciso puxar as linhas do paraquedas para tentar fecha-lo. "E faltava três dedos para que eu conseguisse alcança-lo. Eu via aquele tirante e aquelas linhas sumindo no branco.

Certamente Juliano passou dos 3 mil metros de altura (sem contar o nível da cidade com ralação ao mar). Depois dos 2.890 metros ele não conferiu mais a altura em que estava. Até este ponto mais de 30 minutos haviam passado. "Eu comecei a ficar sem força e estava completamente encharcado. E sempre uma parte do meu corpo ficava descoberta, mas eu estava limitado e fraco. Eu não podia mais gastar energia e vou me embrulhar aqui e ficar parado, mas eu estava consciente de que iria morrer. E nisso eu comecei a pensar coisas boas. Me lembrei dos momentos bons que passei com a minha última namorada e o filho dela que passei os últimos quatro anos juntos. Dos momentos bons que a gente passou. Dos momentos divertidos com os meus amigos mais próximos. Das coisas que eu iria deixar de fazer. Das coisas que eu tinha como problemas no dia dia e que na verdade não passam de bobagens", diz Juliano.

Aos poucos, o barulho do medidor de altura começa a reaparecer, mas ele não identifica se é por causa do aumento ou da diminuição da altitude. Ainda travando uma luta interna na tentativa de se manter consciente, Juliano começa a sentir uma chuva. Eram pingos enormes, como ele nunca havia visto até hoje. "E quando eu olho para baixo eu vejo uma névoa branca. E cada vez mais ela ia se dissipando e com isso aumentando a nitidez. E eu comecei a ver prédios e dei uma risada dentro da minha cabeça, aquela cena era muito linda. E daí me dei conta de que estava descendo na cidade e que isso é a pior coisa. Paraquedas de emergência que não é dirigível e com vento lateral? Era uma situação crítica. Minha preocupação eram redes elétricas, edifícios e cercas".

O segundo problemaMesmo fraco, Juliano fez uma rampa de projeção entre algumas árvores que ele avistou. Para não se ferir com as cordas do parapente, ele resolveu se soltar um pouco e nisso perde o capacete. Quando chegou mais perto da cidade, Juliano começa a perceber que os prédios que ele havia visto eram, na verdade, sepulturas do cemitério da Vera Cruz.

Juliano caiu em uma calçada batendo várias partes do seu corpo, sem que nenhuma fratura ocorresse. Depois de alguns segundo ele se levanta e vê todos aqueles túmulos "Poxa, é muito irônico isso aqui".

Ele levantou, retirou o equipamento e pegou o celular na tentativa de que ele ainda funcionasse. Conseguiu ligar o aparelho e chamou para um dos amigos que havia feito o reboque para o vôo, não conseguindo sinal. Tentou mais outro número e disse que estava no cemitério.

Depois de algum tempo o pessoal que estava no aeroclube chegou e resgataram ele, que foi levado até a emergência do Hospital São Vicente, onde foi atendido. Sua temperatura corporal estava a menos de 32ºC.

ParapenteO Parapente ou Paraglider é um aeroplano (aeronave mais pesada do que o ar), em cuja asa (inflável e semelhante a um pára-quedas, que não apresenta estrutura rígida) são suspensos por linhas o piloto e possíveis passageiros. O vôo de parapente é uma modalidade de vôo livre que pode ser praticado tanto para recreação quanto para competição. Diferentemente do paraquedas o parapente oferece um vôo dinâmico, onde o piloto pode controlar sua ascendência e direção, dependendo das condições metereológicas como velocidade do vento.

TempestadesExistem dois tipos de tempestades. As que são geradas em um processo térmico (ou tempestades de verão) e as que se formam no encontro de grandes massa de ar frio e massas de ar quente.

Uma grande diferença de temperatura entre ar quente que sobe e o ar frio das camadas é o fator decisivo para este processo. Numa tempestade térmica o ar, nas camadas, continua perdendo calor. A perda, porém, deve ser mais intensa que a perda normal do ar das térmicas que sobem, isto é, uma perda instável. A diferença de temperatura do ar que sobe (mais quente) e o ar em torno (mais frio) aumenta e como consequência, temos o aumento da velocidade de subida. Dentro da nuvem temos ainda um aumento maior em função do calor da condensação. Numa nuvem de tempestade o ar que sobe pode atingir uma velocidade de 150Km/H, com isso a velocidade do ar que desce também aumenta.

O dia depoisNo outro dia Juliano começou a pensar sobre o que havia acontecido. Tudo parecia uma grande ironia. Passar por uma situação de quase morte e ter pousado em um cemitério.

Para ele foi uma experiência muito estranha. O medo dele foi o de não ter medo da situação. "Teve um momento de pavor, de pânico, mas parecia que eu estava trabalhando naquela hora com duas mentes. Uma que me deixava sempre em equilíbrio e outra que estava fora, pensando em outra coisa. E o momento de pânico foi muito pequeno. Eu me disse que não iria ficar lá e isso me deu medo, essa reação me deu medo. Horas depois de tudo ter acontecido, me parecia que aquilo não havia acontecido comigo", diz ele.

A semana depois do incidente foi muito diferente. Possivelmente pela descarga de adrenalina, as atitudes e a forma de lidar com as coisas destoavam do seu modo normal de ser. "E essa descarga de adrenalina me deu outro tipo de medo. Me deu medo porque eu posso estar viciado nela (risos)".

Dentro da nuvemJuliano ficou quase 40 minutos dentro da nuvem. Sempre que ele esteve naquela situação ele conseguiu manter uma relação de tempo. Outra preocupação foi com relação aos raios, não pela descarga elétrica em si, mas também pelo efeito psicológico das descarga elétrica proximas. Mas durante todo o momento nenhuma descarga elétrica ocorreu.

O trajeto que a nuvem fez Juliano percorrer ficou em aproximadamente 11 quilômetros. A nuvem possui uma corrente que sobe e outra que desce fazendo um movimento circular. "Eu entrei na borda, ela me sugou e me jogou para o topo dela, possivelmente, e depois eu fui para o centro dela. Eu fiz uma volta inteira dentro da nuvem", diz.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

SERRA DO ESPINHAÇO - FOTO SATELITE

A foto de satélite abaixo mostra o interessante fenômeno de bloqueio da massa de ar pela Serra do Espinhaço, em 2001 ou 2002 voltando do Nordeste voei por lá, inclusive ficando vários dias parado em Diamantina por conta de uma frente fria.

Abaixo os comentários da JP sobre a meteoro de lá...

Juiz Fora, como te disse antes, é uma encrenca. Tá sempre debaixo de camadas de stratus. É um lugar difícil. Assim como Sampa, o sudeste, e mesmo o leste, entra lá levando muita umidade que fica confinada.
Devo ter alguma foto guardada da barreira meteorológica de Minas. É muito interessante. Uma delas é a serra do Espinhaço. A nordeste tem o vale do Jequitinhonha, a leste o vale do rio Doce. Quando entra a circulação marítima lá, forma a camada de stratus e cumulos cobrindo toda a área, até o Espinhaço.Mas só passa para o lado oeste do Espinhaço, se o vento for intenso, se tiver alguma forçante de altitude também. Caso contrário, o que se vê é o lado oeste do Espinhaço (vale do São Francisco) sem nuvens e do lado de cá, tudo nublado.
Achei uma, mas com uma circulação fraquinha. De qualquer forma, dá para ver a dlimitação perfeita da serra. Voar para o lado de lá, no oeste do Espinhaço, é azul demais. Na Bahia, a barreira é o Planalto da Conquista, bem no sul, que prossegue como a Chapada Diamantina, outra barreira.

Estimo (TM) que essa "faixa" tem pelo menos uns 250-300km, circulação marítima forte.

sexta-feira, 23 de março de 2007

VOLTA AO MUNDO DE PLANADOR


L'avion solaire vu par Burki ...
O aventureiro suíço Bertrand Piccard encontrou um patrocinador para sua volta ao mundo em avião solar. O banco alemão Deutsche Bank vai investir pouco mais de 15 milhões de francos suíços no projeto.Batizado de "Solar Impulse", o avião propulsionado apenas por energia solar deve decolar em quatro anos. A principal aspiração de Bertrand Piccard é se tornar "embaixador" das energias renováveis.O apoio do maior banco alemão como terceiro patrocinador irá permitir a construção do futuro planador de 80 metros de envergadura e a decolagem do primeiro protótipo já na primavera. O avião solar definitivo deve decolar em 2011 para tentar, pela primeira vez, uma volta em torno do planeta sem a utilização de combustíveis de energia fóssil e sem poluição, explicou em Zurique Bertrand Piccard durante uma coletiva de imprensa.Três em quatroO Deutsche Bank prometeu investir 15 milhões de francos em cinco anos no "Solar Impulse", cujo orçamento total está avaliado em 100 milhões de francos, explicou o chefe do banco alemão, o também suíço Josef Ackermann.Dois outros grandes patrocinadores também já confirmaram sua participação no projeto: a empresa farmacêutica e química Solvay e o fabricante suíço de relógios Omega. Bertrand Piccard ainda procura um quarto patrocinador, que poderia ser uma empresa ou filantropo dos Estados Unidos ou um país asiático. O avião deve dar um grande impulso à utilização de energia solar em grande escala e contribuir a uma exploração responsável dos recursos energéticos disponíveis. "Existe muito mais coisas em comum em comum entre o Solar Impulse e o Deutsche Bank. As duas empresas simbolizam inovação, desenvolvimento sustentável e performance", ressaltou Josef Ackermann frente aos jornalistas, aproveitando a oportunidade para fazer propaganda a sua empresa. "A aliança entre o Deutsche Bank é natural. Há quinze anos esse banco começou a sensibilizar outras empresas para a importância da proteção do meio-ambiente e se engajou no financiamento de projetos ligados ao desenvolvimento sustentável", confirmou por outro lado Bertrand Piccard.Primeiro protótipo em um mêsOs engenheiros atuantes no projeto "Solar Impulse" anunciaram também que irão desenvolver em um mês um avião protótipo com uma envergadura de 61 metros, com a capacidade de atingir altitudes de até 8.500 metros e permanecer 36 em vôo. A partir de 2006 a equipe iniciará a construção do avião solar, cuja principal missão é dar a volta ao redor do planeta, pousando também em cada continente. Esse modelo, melhor dimensionado, poderá alcançar até 13 mil metros de altitude. swissinfo com agência

terça-feira, 13 de março de 2007

VÔO INTERESSANTE

Ontem, 10-3, foi um dia interessante, resumindo rapidamente:
Sim muito sol, decolei as 11:20, mas as 11:00 já teria dado, dava pra ver os primeiros cumulinhos. Base inicialmente a 1200m, foi subindo para 1400 as 13:00 e 1600m as 15:30 (alturas em metros, utilizando Jundiai como 0, que fica a 750m do nivel do mar).

Saí de Jundiai, indo para Bragança, depois girando para o Norte, Mogi Mirim, SJda Boa Vista e Mococa, idéia era ida e volta Franca, mas as térmicas não estavam tão boas, e muita umidade na região norte, resolvemos voltar cedo, as 14:00 queriamos ir a S Carlos, mas não fomos autorizados, pelo pessoal da AFA (área de treinamento da Força Aérea), isso é outro papo longo. Pro lado do Sul de MG, o pau começou a comer cedo, CBs, etc etc. Nos "forçaram a voltar por S J da Boa Vista, quando os cumulinhos estavam para o outro lado. Mas não tinha jeito, próximo de uma chuva forte conseguimos subir com 1m/s, mas era o pretão mesmo que puxava. Voando para o sul, debaixo de nuvens escuras, prontas para desaguar, tive que girar térmica (gerada pela nuvem de chuva mesmo), e um monte de raios do lado, não estava muito feliz, mas subia, ao lado de Espirito Santo do Pinhal. Já saindo do sombreadão, depois de Mogi das Cruzes o sol ajudou a nos levar para casa com as térmicas tradicionais. Aos poucos foi fechado tudo, desaguando, mas deu pra chegar em Jundiai tranquilamente.

Voamos o Alberto de Nimbus 4 e eu, com DG800, +- juntos grande parte do vôo, foi um dia tornado + interessante pela AFA, que nos "obrigou" a voar numa região com meteorologia que normalmente evitamos, como se fosse um ponto de virada obrigatório, e assim sempre aprendemos um pouco mais, tomamos as precauções necessárias para não ir para o chão.

quarta-feira, 7 de março de 2007

LINKS INTERESSANTES

Para o autoaprendizado:

Meteorologia Geral
Do curso de meteoro da Univ S Catarina
http://www.cefetsc.edu.br/~meteoro/HP_CEFET/curso/mef.htm

Da Universidade Federal do Paranáhttp://www.abvl.com.br/Curso%20de%20Meteorologia%20da%20UFPR.zip

Meteoro Específica para Planadores
http://members.shaw.ca/albertasoaring/Educational_resources.htm
Vários artigos interessantes em inglês, em especial os de Meteorologia do Tom Bradbury (esse é o melhor livro de meteoro para vôo a vela, eu emprestei o meu , e nunca mais devolveram...Thomas)

A grande maioria dos artigos da página acima foi publicada na “Free Flight” canadense, com grande coleção disponível para pesquisa/download no link abaixo:
http://www.sac.ca/

Artigo em português, muito útil para o vôo a vela, sobre uso e interpretação das sondagens atmosféricas:
http://www.vooavela.net/artigos/Antonio_Mota/RA_2002_Mota_Sonda.pdf

E para download de cursos “completos” de meteorologia, mais teóricos, mas essenciais para a formação básica:


Contribuições de meteoro específicas do vôo a vela, by Renato Tsukamoto, Vulgo Toshiro-San

terça-feira, 6 de março de 2007

PORQUE O ÚLTIMO FDS NÃO FOI TÃO FANTÁSTICO

PORQUE O ÚLTIMO FDS NÃO FOI TÃO FANTÁSTICO COMO PARECIA SER
A de ontem, como a de hoje, de sábado, é a subsidência da alta de 500 hpa.Ela começou a entrar mesmo por aqui na quinta-feira. Não sei se você me ouviu na semana passada, mas fiz comentários sobre isto.Na quinta passada começou a limpar o vale do Paraíba e o litoral norte. Já quase não tivemos formações com chuva na área entre SP, Sorocaba, KP . Quase nada em Pirassununga, Ribeirão. Foi muito interessante ver as áreas de chuva pelo radar. Na quarta-feira passada ainda tínhamos chuva aqui, em Campinas.Na quinta, as formações foral literalmente empurradas para a divisa com o PR, para Ourinhos, para o oeste e norte de Bauru. Na sexta, só tivemos formações no pontal do Paranapanema, lá em P. Prudente. Tanto que na quinta, os cumulos aqui em SP já se formaram em menor quantidade do que na quarta e menores! Na sexta, menores ainda e se dissiparam no fim da tarde.Aí, a subsidência se estabeleceu de vez no fim de semana. Só deu praia e céu azul, ou quase. rs Nas prés ocorre, às vezes, nem sempre, o que chamamos de subsidência pré-frontal. A baixa da frente suga tudo. Ainda mais se não tiver muita umidade antes. Aí fica aquele azil, por horas, até que começa a cirrada, etc. O noroeste vem na compensação da circulação.Mas muitas vezes temos as linhas de instabilidade pré-frontais. Ou seja, o vento ainda é o do quadrante norte, mas as linhas de Cb se formam antes da frente, na divergência que pode ser forte, antes da entrada da frente.Depende muito de como está o jogo de alinhamento dos cavados em 850, em 700, em 500 hPa. e claro, da força da massa polar que vem com a frente. Grandes bloqueios como este, em eral são quebrados com frentes frias bem organizadas. A do dia 10 de março, que entra em SC, vem com um ciclone. Já dá pra ver esta. Vou anexar a imagem. A do dia 19 também deve vir com ciclone. Aí é encrenca porque em geral não temos a virada de vento para sul e sudeste. Entra o oeste, o sudoeste. Frente fria com ciclone é um porre, carinha! rs Dá a maior dor de cabeça. rs Esta frente fria será parecida com a que você vê se afastando a leste da Província de Buenos Aires. So que o ciclone deve ficar colado na costa e vai zoar com a província de Buenos Aires a partir de quinta feira.
Dá-lhe vento. Falando nisto, como é que vocês se viram com a sudestada que entra no interior quando as polares chegam fortes a SP?
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Olá,
Agora gerou mais uma dúvida, entendo que a subsidiência é causada pela alta pressão. Ou ontem foi uma outra causa ??
No empírico, aqui no SE pelo menos na préfrontal, que a pressão baixa, a massa aquece, e pela experiência nossa costuma ser o melhor dia para voar, antes de entrar a frente, se ainda não tiver cirrus, etc etc...
Abs,
Thomas
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Ontem secou um pouco mais do que no sábado. Hoje está mais ou igualmente seco do que ontem, em todo o Estado. A diminuição de UR é particulamente notável na região de Bauru e Presidente Prudente. A área de Campinas e Pirassununga estão próximas do observado ontem. A região de Riberão secou mais. Na capital, bem próximo do que ontem. O vale do Paraíba está mais seco. Tudo isto é referente aos dados de T e Td das 18z.A subsidência de ontem está tão forte como a de hoje.Seu primo esqueceu que, em situações como estas, de secagem, de subsidência, os poucos cumulos que se formam não se sustentam por muito tempo. É claro que ia encontrar crateras azuis no fim da tarde e fiapos de nuvens.Mas Thomas, olha só a surpresa: chegou a choveu um pouquinho aqui em Sampa,no fim da tarde (19z), na região do Campo de Marte e em Guaruhos. Não vi nada por onde andei, e a maioria das pessoas da Grande SP não viu chuva também. Mas choveu rs.Este céu do fim de semana, de hoje, não é o comum desta época. E você deve saber disso. Temos uma situação especial, tá seco demais.O resto eu repondo no outro e-mail.
---------------------------------------------------------Apenas para te encher um pouco mais...
Veja o relato do meu primo no vôo de ontem, não foi tão bom como parecia:---------------------------------------------------------
Ontem fiz um bom vôo...Saí de Jd aprox às 12:00 destino Franca... saida por Itatiba, meio enrolada porque o controle não deixou ultrapassar 5500 até Mogi Mirim...O dia parecia m elhor do que foi... térmicas de 2 ms, às vezes 2,5 mts e duas acima de 3 m/s...Alguns buracos azuis, especialmente na volta. (voltei por RIo Claro) Passei Rio Claro às 4:15, a uns 800 mts, achando que talvês não conseguisse chegar...EM Americana fiquei a uns 700 mts e fui na nuvem mais bonita (a única nuvem, o resto eram fiapos...) e subi com 1,5-2,0 até 1600 mts e voltei a jd...distancia aprox 550 km...---------------------------------------------------------
Teoria diferente da prática... Se tivéssemos uma sondagem seria fácil explicar porque o dia não estava tão fantástico, talvez o ar já esteja estável demais ?
Abs,
Thomas

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

QUARTA - IDA PARA ITÁPOLIS


Ontem, terça foi o terceiro dia após a passagem da frente de Domingo, como os "antigos" do APP falam , "o terrrrrcerrrro" dia após a frente é sempre o melhor. Uma massa de ar mais seca deixou tudo melhor para voar, mas o APP estava fechado.

A Climatempo prevê frente apenas na próxima segunda ou terça, e as fotos abaixo mostram a "janelona" , acho que vai ser ótimo em Itápolis, apenas com um pouco mais de umidade, ao longo dos dias, mas sem frente, ou umidade amazonica:




Seria bom alguém escrever e dizer como foi a meteoro desta quarta feira, novo POST chamado RESULTADOS ?


RESULTADO

Sábado o tempo foi bom, saiu sol, não foi sensacional, mas muitos vôos de instrução foram feitos.

Domingo, choveu tudo fechado.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

FINAL DE SEMANA10/11 FEVEREIRO

Previsão Climatempo:
SABADO
Sol com aumento de nuvens ao longo do dia. À noite ocorrem pancadas de chuva.
DOMNGO
Chuvoso durante o dia e à noite.

O meteograma me deixou mais pessimista, em todo caso irei a Jundiaí fazer manutenção.




quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Meteoro 08-02-2007

Chove muito, muitos tem sonhado em voar, mas o tempo não ajuda. Então vamos tentar melhorar um pouco nosso conhecimento.

Sugiro que todos os fds, colocar no dia anterior a carta sinótica, no dia as 17:00 zulu colocar a foto de satélite visivel. E a secretaria informar a altura da base, se tinha muitos cumulus poucos, voável ou não, assim conseguiremos rapidamente ver como funciona tudo isso.

Sugiro frequentar o site do CPTEC, ele tem uma previsão muito boa. Eu escuto a ClimaTempo na rádio Eldorado indo para o trabalho, também ajuda e muito. Mas acredito que aprender a interpretar por conta própria é um dos desafios do piloto de planador.

CARTA SINÓTICA



LEGENDA


09/02/2007: Em grande parte de MG: sol entre nuvens. No Triângulo Mineiro, no norte e nordeste de SP e no Vale do Paraíba: sol entre nuvens e possibilidade de pancadas de chuva. Nas demais partes de SP: Pancadas de chuva. As temperaturas estarão estáveis. Temperatura máxima: 34 no norte de MG. Temperatura mínima: 16C na serra da Mantiqueira.
10/02/2007: No centro-sul de SP: sol entre nuvens e pancadas de chuva. No centro de SP e na Serra da Mantiqueira: sol entre nuvens e possibilidade de pancadas de chuva. Nas demais áreas: sol entre nuvens. As temperaturas seguem estáveis.

Tendência 11/02/2007: No sul de MG, do RJ e em SP: sol entre nuvens e pancadas de chuva. No nordeste de MG e no ES: céu parcialmente nublado. Nas demais áreas: sol entre nuvens e possibilidade de pancadas de chuva. As temperaturas seguem estáveis.