sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
VÔO DE ONDA EM IPUÃ
Vejam os vôos do ultimo fds, vários planadors voaram mas apenas 1 em cada dia tinha um GPS ou logger. A frente fria entrou mais lenta que proporcionou 2 dias de vôo de onda, depois as temperaturas cairam muito .




Criei um arquivo .CUP (SeeYou) com os pontos de onda, quem quiser é só pedir por email.
LIVRO PIONEIRISMO NOS CEUS
Li o livro "Pionerismo nos Céus" lançado recentemente pelo historiador Roney Cytrynowicz, achei a publicação muito interessante !
Apesar de não ser um livro focado no vôo a vela, tem diversas passagens sobre o tema, com fotografias, mostrando a origem do atual Aeroclube Politécnico de Planadores, ligação com Aeroclube de SP, fotos do hangar em Guarulhos ???? E de planadores nacionais construídos desde a decada de 30.
Recomendo !!! É o livro de capa dura que todo volovelista deveria ter em sua estante.
Anexo scaneada 2 páginas, para terem uma idéia.
Quem quiser comprar, pode recorrer ao sócio do APP, Luiz Ishida, que conheceu pessoalmente a maioria dos figurões do livro, que envia o livro para qualquer parte do Brasil pelo custo de R$30 mais o valor do SEDEX.
Escrevam para ele diretamente luiz@ishida.com.br , quem estiver em SP e quiser tomar um café na papelaria dele o endereço é Rua da Consolação, 3283 - Cerqueira César.
Abaixo um resumo:
A história da indústria aeronáutica brasileira, que começou a decolar na década de 1930, confunde-se com a trajetória da pesquisa aeronáutica então realizada em São Paulo. A saga dos cientistas, engenheiros, projetistas e pilotos que mostraram sua capacidade de desenvolvimento e inovação é contada no livro Pioneirismo nos Céus: a História da Divisão de Aeronáutica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) entre 1934 e 1957.
A publicação é resultado de um trabalho do historiador Roney Cytrynowicz, que utilizou arquivos fotográficos e documentos do Centro de Memória do IPT para contar a história, até agora desconhecida, dos profissionais que deram o impulso inicial na pesquisa aeronáutica brasileira.
Para Vahan Agopyan, presidente do IPT, a principal motivação do livro é resgatar a história dos pioneiros paulistas. “Temos que dar os créditos a eles, porque foram capazes de realizar um verdadeiro desenvolvimento tecnológico. Naquele período o Brasil esteve na vanguarda internacional”.
Para Agopyan, o mérito dos pioneiros foi o de inaugurar um novo capítulo na aviação. Se em 1906 o vôo do 14-Bis, projetado por Alberto Santos Dumont, marcou o início de uma era de inovação, a construção de planadores na Seção de Madeiras do IPT, em 1934, iniciou uma era de desenvolvimento. Vários modelos desenvolvidos ali foram produzidos pela indústria.
“Não se tratava mais de invenção. Foi um trabalho científico que abarcou todo o processo de produção, desde o desenvolvimento de madeira compensada até o design de modelos, hélices e a fabricação de aeronaves. Um trabalho desenvolvido por profissionais que demonstraram alta capacidade criativa e entusiasmo pelo conhecimento que é um orgulho para o Brasil”, disse Agopyan.
Planadores e aviões
A Seção de Madeiras do IPT começou a desenvolver em 1934 materiais para a construção de aeronaves para o Club Paulista de Planadores. Mais tarde, tornou-se a Seção de Madeiras e Aeronáutica e, por fim, a Divisão de Aeronáutica do IPT.
Além da classificação de madeiras para a construção de aviões, o livro narra a participação do instituto no projeto e construção de protótipos de 17 planadores e aviões, em projetos de aeroportos e na fabricação de centenas de hélices que supriram boa parte das necessidades do país durante a Segunda Guerra Mundial.
O instituto deu suporte técnico à fundação e ao desenvolvimento da Companhia Aeronáutica Paulista para a fabricação de centenas de unidades do “Paulistinha”, que popularizou a aviação no Brasil durante o mesmo período. Entre 1957 e 1958, a Divisão deixou o IPT e passou a ser subordinada à Diretoria de Aeroportos, da Secretaria de Viação do Estado.
Abs,
Thomas
segunda-feira, 9 de junho de 2008
TWR EM JUNDIAÍ, VÔO DE 300KM PARA MG
O Kunath veio comigo a Jundiaí, foi voar o DG500 com o Jafet, que está se preparando para voar o Mundial na Alemanha em Agosto. Muita gente em Jundiaí, o que foi ótimo para o dia.
O céu ainda tinha uma cobertura que estava queimando aos poucos, na fonia já estava um pouco apreenssivo pois vários aviões esperaram quase 1 hora para poderem acionar o motor. A TWR estava pegando a operação "a full" em JD, com um pouco de dificuldades no início. Talvez com o tempo fiquem mais ágeis, pois por vários momentos vimos a pista vazia, várias anvs esperando para decolar, e nada... Bom mas no meu caso, chamei o SOLO JUNDIAÍ em 121.05 na intersecção do aeroclube já prevendo ter de esperar muito tempo. Minha surpresa foi,
livre acionamento, chame quando pronto ! Pulei para dentro do DG, liguei, aqueci um pouco o motor, e chamei a TWR em 118.75, esperei uns 2-3 minutos, e decolei !! WOW, como foi bom ter preferência em cima dos aviões, pois nos sábados movimentados sem TWR já esperei muito mais. Entendo que os planadores tiveram um pouco de ajuda para viabilizar a operação. Perna do vento agora mudou, é pelo lado W, separando nosso tráfego das demais aeronaves. E em todo pouso a pista fica livre para nós, já que a TWR nos protege. Por outro lado precisamos ajudar a agilizar o tráfego, assim os aviões ficam menos tempo com o motor acionado no solo, virá com o tempo.
O vôo foi interessante, subi em cima da serra do Japi, nas únicas nuvens disponíveis, ainda era cedo, 12:20 ?? Pedi para chamar o controle SP, e aí tive o azar de pegar uma controladora "junior" , ela não deixava eu passar de 5000 pés, entre Jundiaí e Atibaia, quando nos outros dias sempre consegui negociar pelo menos 6000 pés aos poucos, com transponder. E ainda me "ameaçou obrigar a manter os corredores visuais", o que inviabiliza o vôo totalmente. Mas mesmo assim cheguei bem em Atibaia, uma piruetas em cima da Pedra Grande (rampa de asa delta) , e prossegui para Bragança, e ela ainda não queria que eu subisse... Junior é Junior em qualquer lugar.
Na região das montanhas, boas térmicas em levaram para o través de Monte Verde (Camanducaia) e até o través de Pouso Alegre, aí a 150km fora, fiquei preocupado em não chegar a menos de 30min do por do sol (restrição do NOTAM que obriga os planadores a pousarem 30min antes do por do sol ...), e iníciei a volta um pouco cedo demais. Vim tranquilo, e perto de Extrema, tentei chamar o controle, sem contato. Em Bragança, consegui o contato, estava a 8000 pés uns 1800m acima de Jundiaí praticamente no planeio final, ele informou, reporte avistando Jundiaí, sem nenhuma das restrições da controladora anterior. Ou seja variação de humor mesmo.
Foi um dia muito gostoso, com clima de final de outono, mas mesmo assim deu para aproveitar muito bem !!!
Cabe salientar que conseguimos "sobreviver" ao primeiro dia de operação da TWR graças ao forte esforço do Faria, que usou depois de gastar muitas horas negociando com eles conseguiu nosso espaço. Usou sua técnica "mais caxias que os militares" para conseguirmos continuar a operar em condições adequadas da escola APP. Ainda que restritivas demais inicialmente, é um bom começo para a nova realidade para SDJD, que teve mais de 300 pousos e decolagens neste dia, configurando o oitavo aeroporto mais movimentado do Brasil. A apenas 60km é a opção mais próxima para o vôo de planador para os moradores da capital Paulista.
Precisamos reaver as áreas de planadores do lado E da pista, ou pelo menos os corredores de planadores de volta, pois mesmo com xponder, ficamos totalmente a mercê da boa vontade do controlador de vôo para navegar. Espero que o APP faça gestões no futuro para tentar novamente algo neste sentido.
Muito ajudou a proibição de "toque arremetida" dos aeroclubes de SP, Jundiaí e EJ. Por outro lado as consequências para eles não devem ser das melhores.
VIVA A POSSIBILIDADE DE VOAR PERTO DE SP
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Expedição Franca/Patos Abril 2008
Foram quase 1400km voados em 4 dias, com médias relativamente baixas, mas com um cenário fantástico. Fiquei baixo na maioria dos dias, terreno bem inóspita na região de MG, ou seja atravessando o Rio Grande. Conforme o relato já enviado na lista que reproduzo mais abaixo. O resumo dos vôos.
| Data | Rota | km | km/h | inicio | fim |
| 24/04/2008 | Rio Claro | 322.82 | 83.61 | 1553 | 1951 |
| 25/04/2008 | Franca | 376.20 | 75.74 | 1425 | 1923 |
| 26/04/2008 | Patos De Minas | 349.07 | 81.75 | 1421 | 1846 |
| 27/04/2008 | Bebedouro-SDJD | 346.65 | 69.10 | 1431 | 1939 |
Região do Estado de SP já bem conhecida, Franca o terreno sobe bastante. e após a cidade muito pouca opção de pouso, bem como atravessando o Rio Grande. Na próxima viagem pretendo ir a Pirapora, cidade mineira mais turística que Patos.
Em Jundiaí ainda deu para fazer um vôo de Puchacz, ensinando um pouco ao Pirolla coordenação, estol 1ro Tipo, e assim por diante.
Faltou a choppadaaaaaaaaaaaaaaaaaaa do Mammana que finalmente solou o CCC, seu Silent motoplanador ultraleve. PARABÉNS, e muita alegria nos seus vôos.
Filmagem do TO do ASH25 SA, o final, ultimos 2 minutos tem o melhor close.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
COMO INICIAR AS NAVEGAÇÕES
Tenho sido perguntado por alguns amigos volovelistas de como iniciar navegação e vôo em campeonatos. Esta pergunta normalmente vêm de sócios do APP- Jundiaí, que tem uma importante restrição a navegação por motivos de espaço aéreo limitado e relevo acidentado.
Aprender a voar de planador em cima da pista é apenas a primeira etapa deste fascinante esporte chamado de vôo a vela. O objetivo deste aprendizado inicial é municiar o piloto de informações e habilidades para iniciar o vôo a distância. O vôo a distância e/ou navegação exige um preparo adequado para tornar o vôo prazeiroso e seguro. Os passos iniciais para o piloto que não tem como fazer isso desde sua base, caso de Jundiaí, pode ser dividido em 2 partes, a primeira que é aprender o máximo em Jundiaí, e a segunda que é físicamente achar sua segunda base.
Preparo inicial:
- Ler bastante, sugiro como bibliografia inicial:
Livro do João Widmer
Helmut Reichmann, Cross Country Soaring
Off Field Landing de Tom Knauff (tenho uma tradução antiga)
- Treinar pouso curto na pista do seu aeroclube, pouso com baixa energia com precisão e parada rápida
- Praticar pegar térmicas a 200m de altura, perto da pista
- Ter em mente o conceito de cones de segurança
- Conversar bastante com pilotos que já navegam regularmente (não adianta o experiente instrutor que nunca navega...)
Planador e local:
- O planador pode ser um KW-1 Quero quero, um PW5 ou até mesmo o Jantar do clube
- Verifique se o variômetro funciona direito
- Tenha o carro pronto para resgatar, significar carreta em ordem, engate compatível e parte elétrica também
- Sugiro Rio Claro ou Tatuí, sendo que o primeiro tem meteorologia um pouco melhor que Tatuí mas este último tem mais opções de pouso fora
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Circulando Viracopos
Um breve relato do vôo de sábado.
Foi o primeiro vôo do DG em Jundiaí desde Novembro, estava super animado com a previsão da Josélia, já que sabemos que esta epoca do ano é chuvosa mesmo, poucas são as oportunidades, quando vem temos que aproveitar.
Cheguei meio tarde em Jundiai, decolei 12:20 , teria dado para sair do chão no mínimo 1 hora antes, mas como tinha que montar o bichinho, passar tape, etc, esse foi o meu tempo mesmo.
Resolvi visitar uns amigos que estavam no campeonato de aeromodelo proximo a Itu, as margens do Rio Tiete, numa pista de asfalto de 300m. Fiz algumas reversões, e um raso bem alto, com isso perdi altura danada. Fiquei a uns 150m do chão, apesar do barograma mostrar menos, ciscando bastante para conseguir subir novamente. Foi um ótimo treinamento a baixa a altura, voei pelas pequenas colinas as margens do Rio Tietê, super interessante. Tudo isso possível porque a base estava baixa tipo 1200m, e com isso maior frequencia de térmicas.
Depois de uma boa meia hora finalmente consegui sair de perto do chão, e comecei a voltar para Jundiaí.. Vi uns trikes, voando rumo a Jundiai/Atibaia, resolvi apostar corrida, passei eles pelo lado direito a 230km/h , e.... fiquei baixo de novo. Novamente um bom treino para subir enquanto batia papo com um dos "tirkeiros" que perguntou se o piloto do TO era um tal de Thomas Milko.... Ele voa de parapente, e lembro de mim de anos atrás quando flertei um pouco com o outro esporte térmico.
Em Jundiaí vi o HK (DG500m) deoclando com Jafet e Mammana, mas eles queriam ir para Piracicaba, eu para Atibaia, cada um foi para o seu lado. O controle não deixou eu passar de 5000", pedindo para eu descer dos quase 6000 que eu estava, sem neura, cheguei perto de Atibaia, aí ele autorizou a subir um pouco mais. Tinha chuva em Bragança já cedo, e pelo brilho da pista já tinha chovido antes, o que diminui um pouco as térmicas da região. Fiz um bom planeio até conseguir subir na montanhosa área de Aguas de Lindóia (um pouco a oeste) , fiquei a 400m do chão, não muito saudável numa região com pouco pouso fora.
Vi que no Norte tinha outro CB , então pedi proa de Limeira, ao lado de Paulínia já via o enorme CB que estava ao N de Piracicaba, pedi pro controle aproar Capivari, e assim fui contornado a pista de Viracopos, passei a 10km da pista, tudo com o controle Campinas na escuta. E depois novamente aproei Jundiaí, fiquei um pouco baixo, rodei um pouco próximo a cidade.
O dia estava EXCELENTE, apesar de um pouco de cirrus, CBs isolados, base baixa, daria para ter voado pelo menos uns 400km, voei só 250km por não ter acreditado muito no dia. Com a base baixa, as térmicas eram frequentes e mesmo a umidade alta não atrapalhou muito. Tivemos sorte em Jundiaí de não ter um CB nos atacando prematuramente, como aconteceu em diversas regiões. Ou mesmo o espesso Cirrus que estava lá para os lados de Sorocaba e Tatuí, inibindo a atividade térmica.
Foi um ótimo vôo em Jundiaí !!!!
Ahhh, alguns dados adicionais, transponder ligado o tempo todo, e falei como controle Campinas e Ctr SP o tempo todo fora das áreas Velas. As Velas 3/4 e Vela Vale estão suspensas temporariamente, então só com transponder e falando com o controle. Mas a Diretoria está trabalhando para termos de volta essas áreas, vamos torcer.