quarta-feira, 18 de junho de 2008

VÔO DE ONDA EM IPUÃ

Há tempos que sabemos que algumas vezes por ano é possível voar onda no CVV-CTA, que tem sua sede em Caçapava, nos pés da Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba. A Fazenda Ipuã tem pista de grama, com condomínio de hangares e casas, o único no Brasil com vôo a ela no sangue.

Vejam os vôos do ultimo fds, vários planadors voaram mas apenas 1 em cada dia tinha um GPS ou logger. A frente fria entrou mais lenta que proporcionou 2 dias de vôo de onda, depois as temperaturas cairam muito .






Criei um arquivo .CUP (SeeYou) com os pontos de onda, quem quiser é só pedir por email.

LIVRO PIONEIRISMO NOS CEUS

Amigos,

Li o livro "Pionerismo nos Céus" lançado recentemente pelo historiador Roney Cytrynowicz, achei a publicação muito interessante !

Apesar de não ser um livro focado no vôo a vela, tem diversas passagens sobre o tema, com fotografias, mostrando a origem do atual Aeroclube Politécnico de Planadores, ligação com Aeroclube de SP, fotos do hangar em Guarulhos ???? E de planadores nacionais construídos desde a decada de 30.

Recomendo !!! É o livro de capa dura que todo volovelista deveria ter em sua estante.


Anexo scaneada 2 páginas, para terem uma idéia.

Quem quiser comprar, pode recorrer ao sócio do APP, Luiz Ishida, que conheceu pessoalmente a maioria dos figurões do livro, que envia o livro para qualquer parte do Brasil pelo custo de R$30 mais o valor do SEDEX.
Escrevam para ele diretamente luiz@ishida.com.br , quem estiver em SP e quiser tomar um café na papelaria dele o endereço é Rua da Consolação, 3283 - Cerqueira César.


Abaixo um resumo:
A história da indústria aeronáutica brasileira, que começou a decolar na década de 1930, confunde-se com a trajetória da pesquisa aeronáutica então realizada em São Paulo. A saga dos cientistas, engenheiros, projetistas e pilotos que mostraram sua capacidade de desenvolvimento e inovação é contada no livro Pioneirismo nos Céus: a História da Divisão de Aeronáutica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) entre 1934 e 1957.

A publicação é resultado de um trabalho do historiador Roney Cytrynowicz, que utilizou arquivos fotográficos e documentos do Centro de Memória do IPT para contar a história, até agora desconhecida, dos profissionais que deram o impulso inicial na pesquisa aeronáutica brasileira.

Para Vahan Agopyan, presidente do IPT, a principal motivação do livro é resgatar a história dos pioneiros paulistas. “Temos que dar os créditos a eles, porque foram capazes de realizar um verdadeiro desenvolvimento tecnológico. Naquele período o Brasil esteve na vanguarda internacional”.

Para Agopyan, o mérito dos pioneiros foi o de inaugurar um novo capítulo na aviação. Se em 1906 o vôo do 14-Bis, projetado por Alberto Santos Dumont, marcou o início de uma era de inovação, a construção de planadores na Seção de Madeiras do IPT, em 1934, iniciou uma era de desenvolvimento. Vários modelos desenvolvidos ali foram produzidos pela indústria.

“Não se tratava mais de invenção. Foi um trabalho científico que abarcou todo o processo de produção, desde o desenvolvimento de madeira compensada até o design de modelos, hélices e a fabricação de aeronaves. Um trabalho desenvolvido por profissionais que demonstraram alta capacidade criativa e entusiasmo pelo conhecimento que é um orgulho para o Brasil”, disse Agopyan.


Planadores e aviões

A Seção de Madeiras do IPT começou a desenvolver em 1934 materiais para a construção de aeronaves para o Club Paulista de Planadores. Mais tarde, tornou-se a Seção de Madeiras e Aeronáutica e, por fim, a Divisão de Aeronáutica do IPT.

Além da classificação de madeiras para a construção de aviões, o livro narra a participação do instituto no projeto e construção de protótipos de 17 planadores e aviões, em projetos de aeroportos e na fabricação de centenas de hélices que supriram boa parte das necessidades do país durante a Segunda Guerra Mundial.

O instituto deu suporte técnico à fundação e ao desenvolvimento da Companhia Aeronáutica Paulista para a fabricação de centenas de unidades do “Paulistinha”, que popularizou a aviação no Brasil durante o mesmo período. Entre 1957 e 1958, a Divisão deixou o IPT e passou a ser subordinada à Diretoria de Aeroportos, da Secretaria de Viação do Estado.


Abs,

Thomas

segunda-feira, 9 de junho de 2008

TWR EM JUNDIAÍ, VÔO DE 300KM PARA MG

Depois de várias semanas sem voar, seja pela meteorologia, ou pelo NOTAM em SDJD que restringiu terrivelmente o vôo de planadores em Jundiaí, o sábado prometia. Foi também o primeiro dia de operação da TWR Jundiaí, significou quase 2h de briefing no aeroclube, que começou as 8:45 da manhã. Faria exaustivamente explicou os procedimentos, repetindo várias vezes os procedimentos.

O Kunath veio comigo a Jundiaí, foi voar o DG500 com o Jafet, que está se preparando para voar o Mundial na Alemanha em Agosto. Muita gente em Jundiaí, o que foi ótimo para o dia.

O céu ainda tinha uma cobertura que estava queimando aos poucos, na fonia já estava um pouco apreenssivo pois vários aviões esperaram quase 1 hora para poderem acionar o motor. A TWR estava pegando a operação "a full" em JD, com um pouco de dificuldades no início. Talvez com o tempo fiquem mais ágeis, pois por vários momentos vimos a pista vazia, várias anvs esperando para decolar, e nada... Bom mas no meu caso, chamei o SOLO JUNDIAÍ em 121.05 na intersecção do aeroclube já prevendo ter de esperar muito tempo. Minha surpresa foi,
livre acionamento, chame quando pronto ! Pulei para dentro do DG, liguei, aqueci um pouco o motor, e chamei a TWR em 118.75, esperei uns 2-3 minutos, e decolei !! WOW, como foi bom ter preferência em cima dos aviões, pois nos sábados movimentados sem TWR já esperei muito mais. Entendo que os planadores tiveram um pouco de ajuda para viabilizar a operação. Perna do vento agora mudou, é pelo lado W, separando nosso tráfego das demais aeronaves. E em todo pouso a pista fica livre para nós, já que a TWR nos protege. Por outro lado precisamos ajudar a agilizar o tráfego, assim os aviões ficam menos tempo com o motor acionado no solo, virá com o tempo.

O vôo foi interessante, subi em cima da serra do Japi, nas únicas nuvens disponíveis, ainda era cedo, 12:20 ?? Pedi para chamar o controle SP, e aí tive o azar de pegar uma controladora "junior" , ela não deixava eu passar de 5000 pés, entre Jundiaí e Atibaia, quando nos outros dias sempre consegui negociar pelo menos 6000 pés aos poucos, com transponder. E ainda me "ameaçou obrigar a manter os corredores visuais", o que inviabiliza o vôo totalmente. Mas mesmo assim cheguei bem em Atibaia, uma piruetas em cima da Pedra Grande (rampa de asa delta) , e prossegui para Bragança, e ela ainda não queria que eu subisse... Junior é Junior em qualquer lugar.

Na região das montanhas, boas térmicas em levaram para o través de Monte Verde (Camanducaia) e até o través de Pouso Alegre, aí a 150km fora, fiquei preocupado em não chegar a menos de 30min do por do sol (restrição do NOTAM que obriga os planadores a pousarem 30min antes do por do sol ...), e iníciei a volta um pouco cedo demais. Vim tranquilo, e perto de Extrema, tentei chamar o controle, sem contato. Em Bragança, consegui o contato, estava a 8000 pés uns 1800m acima de Jundiaí praticamente no planeio final, ele informou, reporte avistando Jundiaí, sem nenhuma das restrições da controladora anterior. Ou seja variação de humor mesmo.

Foi um dia muito gostoso, com clima de final de outono, mas mesmo assim deu para aproveitar muito bem !!!

Cabe salientar que conseguimos "sobreviver" ao primeiro dia de operação da TWR graças ao forte esforço do Faria, que usou depois de gastar muitas horas negociando com eles conseguiu nosso espaço. Usou sua técnica "mais caxias que os militares" para conseguirmos continuar a operar em condições adequadas da escola APP. Ainda que restritivas demais inicialmente, é um bom começo para a nova realidade para SDJD, que teve mais de 300 pousos e decolagens neste dia, configurando o oitavo aeroporto mais movimentado do Brasil. A apenas 60km é a opção mais próxima para o vôo de planador para os moradores da capital Paulista.

Precisamos reaver as áreas de planadores do lado E da pista, ou pelo menos os corredores de planadores de volta, pois mesmo com xponder, ficamos totalmente a mercê da boa vontade do controlador de vôo para navegar. Espero que o APP faça gestões no futuro para tentar novamente algo neste sentido.

Muito ajudou a proibição de "toque arremetida" dos aeroclubes de SP, Jundiaí e EJ. Por outro lado as consequências para eles não devem ser das melhores.

VIVA A POSSIBILIDADE DE VOAR PERTO DE SP